martes, agosto 04, 2020

Juan Carlos I, um líder antes que um rei / Francisco Poveda *

Juan Carlos I é um rei, um Chefe de Estado, o chefe de uma dinastia, da Casa Real espanhola e comandante-em-chefe do Exército. Mas, sobretudo, é o líder do corpo social de um país com muita história. Nenhum país pode funcionar sem um líder, se entendermos a função como uma influência sobre a maioria. E ele há sido, indiscutivelmente, o lide da Espanha durante 32 dos seus 70 anos, em uma nação pouco monárquica apesar de ter sido quase sempre, e historicamente desde 1492, uma monarquia unitária. E antes um conjunto de monarquias peninsulares de todos tipos, sortes e destinos.
" O já longo reinado de Juan Carlos I está sendo uma das épocas de maior esplendor e progresso do país "

A Espanha, um país de vales e montanhas, é um local de muito difícil gestão. Depois de um mais que turbulento século XIX e um século XX que apontava para superá-lo para o pior, o já longo reinado de Juan Carlos I está sendo uma das épocas de maior esplendor e progresso do país, só equiparável ao governo de seu parente direto Carlos III no século XVIII. E democrático ao estilo saxão ou escandinavo. 

Em um momento em que, pela idade do rei e o tempo ocupando o trono, começa-se a fazer balanços, e alguns na Espanha, desde a direita mais conservadora e a esquerda mais extrema, aproveitam para questionar a legitimidade da instituição, convém refletir sobre a necessidade, ou não, de prescindir de uma liderança tão popular e garantidora para os espanhóis. Nenhum monarca na história contemporânea da Espanha esteve tão perto do povo. 

Juan Carlos I demonstrou ser peça fundamental numa engrenagem constitucional complexa, ainda que consensual, reformável e dificilmente substituível agora por outra menos equilibrada e solidária. Agora por agora, o rei é a garantia de liberdades públicas reais e não só formais, da sobrevivência da Espanha como tal e em sua diversidade, da moderação na vida pública, da defesa nacional na qualidade de vértice das Forças Armadas e da política externa. Que líder em nossa história reuniu sequer a metade destas qualidades todas? 

O monarca segue sendo, apesar da sua idade e tempo no trono, o garantidor também da própria instituição monárquica. Enquanto viva e mantenha seu juízo são, não parece possível convulsão alguma no sistema, apesar de ser o espanhol, todavia, um povo imprevisível. Nenhuma plutocracia à espreita parece ter o que fazer quanto a isso. Tampouco há a vista alguma figura política com suficiente estatura de estadista e capacidade de agregação bastante para propor a sério, e ao destino, uma mudança da monarquia à república na Espanha.
" Não são poucos, nem pouco ambiciosos, os políticos que estão esperando seu momento de ser presidente de uma nova república após a morte do rei "


Inclusive, se após Juan Carlos I se proclamasse a III República, seria uma estupidez e uma torpeza política tentar apagar os sinais visíveis de seu longo reinado, numa vã tentativa de retificar a história "a posteriori". Isso porque não são poucos, nem pouco ambiciosos, alguns políticos de certo perfil, de direita e de esquerda, que estão esperando seu momento de ser presidente de uma nova república após a morte do rei. Seus nomes estão nas mentes de todos e um deles é, até hoje, sem vergonha, conselheiro de Estado em exercício. 

Não nos enganemos: alguns deles já movem desde já as forças da mídia desde fora da Espanha para que se produzam ataques, ainda que sutis, a Juan Carlos na imprensa internacional, e isso não parece furto da casualidade nem da conjuntura. Esses ataques respondem a interesses alheios à opinião pública da Espanha e aos espanhóis. Seu objetivo imediato é a erosão da figura do rei justamente num ponto de inflexão causado por sua idade, seu estado de saúde e o estresse inerente da sua alta responsabilidade. 

Também estão surgindo livros e textos que desprestigiam o herdeiro de Juan Carlos. E temos ouvido e visto programas de rádio e televisão dentro da Espanha cujo objetivo não parece ser o de favorecer a liderança do rei, chegando-se inclusive a pedir sua abdicação, como se estivéssemos diante de um outro Fernando VII. Demasiadas coincidências no tempo e demasiados impacientes esperando seu momento para, eventualmente, ocuparem a Chefia do Estado. 

Mas o futuro ainda não está escrito e Juan Carlos ainda traz consigo poderosa força de inércia para que alguém tente parar a seco a monarquia. Uma grande porcentagem dos espanhóis não conheceu outro líder. Já outra grande parte sabe, agradecida, que ele está cumprindo seu papel histórico com tato, discrição, grande diligência e muita dignidade. E segue sendo, no momento, ínfima a minoria que está propondo alternativas em vida ao próprio rei, o que deixa ainda mais difícil a situação de um príncipe das Astúrias pouco entusiasmado com o cargo, mas também tomado pelo dever dinástico ao alcançar 40 anos, casar e ser pai duas vezes.
" O tempo do futuro Felipe VI não terá nada a ver com o de Juan Carlos I, embora a Espanha continue essencialmente a mesma "


O próprio rei sabe das dificuldades que seu herdeiro terá para conservar o trono. Mas pior era sua situação ao ganhá-lo por consenso em novembro de 1975. No fim, a questão será a mesma: demonstração de utilidade e capacidade de liderança. E independência de grupos de interesse no que será então uma democracia telemática, para qual o rei carece de planos. O tempo do futuro Felipe VI não terá nada a ver com o de Juan Carlos I, embora a Espanha continue essencialmente a mesma. 

Por mesma me refiro à dificuldade de gestão do país. Quando seus dirigentes não foram muito capazes de entender-la, fracassaram de pronto. Hoje ninguém discute que a república é uma forma de governo mais abrangente e moderna (se mais democrática, ainda estamos por ver), mas a monarquia constitucional não deixa a dever na capacidade de gerar bem-estar para o cidadão, do Pacífico ao Báltico. O que ainda está por demonstrar é se a república resultará mais idônea para um país de tanta complexidade e atormentada história como a Espanha. 

Ficou demonstrado historicamente que só com fortes lideranças é possível o progresso da Espanha com unidade na diversidade. Nossa característica individualista não deixa muito lugar para decisões colegiadas, condicionadas, compartilhadas ou vazias de conteúdo. A moderação é, em nosso caso, uma condição e uma necessidade. E parece que a pode sustentar melhor uma autoridade neutra de longa projeção no tempo que outra submetida a revalidação periódica ou a interesses partidaristas do momento. 

Nossa transição política tem sido um modelo, mas só da perspectiva da nossa história recente desde meados do século XIX. Apesar do pacto pela não ruptura, tivemos episódios trágicos. Agora estão mais claros os erros e acertos da fórmula, mas a monarquia não pode ser em nenhum caso o bode expiatório de um "neo-franquismo" que resiste a sucumbir nas mãos da História ou de uma Igreja dominada por uma corrente integralista alheia ao Catolicismo espanhol. 

A Juan Carlos I temos que julgar o que fez como rei desde 1976 e não o que fizeram o que dele se utilizaram após a vitória da democracia sobre o totalitarismo em 1945. Se a reforma política de 1978 encerra necessárias rupturas, a sua foi a primeira como condição "sine qua non" para legitimá-lo no começo de seu reinado e para mostrar estar à altura do cargo após a tentativa de golpe militar de fevereiro de 1981. Por suas mãos, a Espanha entrou na União Européia em 1986 depois de décadas de tentativas vãs e recuperou os parâmetros democráticos perdidos em 1936 com a eclosão da Guerra Civil.
" Monarquia ou república é um debate em que se deve pesar a haveres e deveres de cada sistema de governo "

O agora tão admirado por todos Adolfo Suárez foi por Juan Carlos escolhido, que lhe deu cobertura e deixou agir segundo a conveniência de ambos. Mesmo a incomum duração da permanência de Felipe González no Palácio de La Moncloa foi alheia à intenção do monarca de consolidar uma democracia para todos. Só por isso o rei da Espanha merece, no seu aniversário de 70 anos, a gratidão dos cidadãos por evitar a repetição de episódios que, novamente, nos fizessem sentir envergonhados como espanhóis perante o mundo. 

Monarquia ou república é um debate em que se deve pesar a haveres e deveres de cada sistema de governo segundo nossa própria experiência e a do nosso entorno para vermos se vale à pena provar a mudança apenas pela própria mudança. É uma questão de calcular o risco e pesar o preço desta decisão se se quer apresentar essa possibilidade algum dia. 

Em uma democracia consolidada, como a que nos deixa Juan Carlos I, é até cabível propor prescindir justamente de quem a fez possível com sua liderança. A soberania reside desde 1978 nos espanhóis porque o monarca recusou ser cúmplice e vértice de uma ditadura institucional com aparência de democracia no primeiro momento e depois renunciou poderes civis executivos com a posterior Constituição. Essa é sua grandeza e seu enorme mérito. 


(*) Francisco Poveda é jornalista e professor universitário espanhol



(Publicado em 'O Globo', Brasil, 4 de Janeiro de 2008)

lunes, agosto 03, 2020

Juan Carlos I se autoexilia, sentencia la Transición y deja a su suerte una Monarquía hoy a la deriva con Felipe VI


MADRID.- El Rey Juan Carlos ha comunicado a Felipe VI su decisión de trasladar su residencia fuera de España. Según relata Zarzuela en un comunicado, el Rey Emérito recuerda que hace un año decidió expresar su voluntad de dejar de desarrollar actividades institucionales y que ahora, "ante la repercusión pública que está generando ciertos acontecimientos pasados" de su vida privada, ha decidido trasladarse fuera de España.

"Es una decisión que tomo con profundo sentimiento, pero con gran serenidad", explica Juan Carlos I, justificando su decisión "para contribuir a facilitar el ejercicio" de las funciones de su hijo como Jefe de Estado.
En su carta, el padre del Rey alude sin mencionarlo al caso de las supuestas donaciones de Arabia Saudí no declaradas a Hacienda, una investigación que arrancó en Suiza y que está estudiando la Fiscalía del Supremo.
"Con el mismo afán de servicio a España que inspiró mi reinado y ante la repercusión pública que están generando ciertos acontecimientos pasados de mi vida privada, deseo manifestarte mi más absoluta disponibilidad para contribuir a facilitar el ejercicio de tus funciones, desde la tranquilidad y el sosiego que requiere tu alta responsabilidad. Mi legado, y mi propia dignidad como persona, así me lo exigen.
Hace un año te expresé mi voluntad y deseo de dejar de desarrollar actividades institucionales. Ahora, guiado por el convencimiento de prestar el mejor servicio a los españoles, a sus instituciones y a ti como Rey, te comunico mi meditada decisión de trasladarme, en estos momentos, fuera de España.
Una decisión que tomo con profundo sentimiento, pero con gran serenidad. He sido Rey de España durante casi cuarenta años y, durante todos ellos, siempre he querido lo mejor para España y para la Corona.
Con mi lealtad de siempre. Con el cariño y afecto de siempre, tu padre."
Ante esta carta, el Rey Felipe ha transmitido a su padre "su sentido respeto y agradecimiento ante su decisión".
"El Rey desea remarcar la importancia histórica que representa el reinado de su padre, como legado y obra política e institucional de servicio a España y a la democracia; y al mismo tiempo quiere reafirmar los principios y valores sobre los que ésta se asienta, en el marco de nuestra Constitución y del resto del ordenamiento jurídico", subraya el comunicado de Zarzuela.

Matices de su abogado

El Rey Juan Carlos ha comunicado este lunes que permanece a disposición de Fiscalía, que investiga si cobró alguna comisión por la adjudicación del AVE a La Meca a empresas españolas en 2011, "para cualquier trámite o actuación que considere oportuna" tras decidir trasladar su residencia fuera de España.
Así lo ha afirmado su abogado Javier Sánchez-Junco, en un comunicado que se ha emitido justo después de conocerse la carta que ha remitido el rey emérito al Rey Felipe VI, en la que ha comunicado su decisión de trasladar su residencia.
"Su Majestad el Rey Don Juan Carlos me ha dado instrucciones para que haga público que, no obstante su decisión de trasladarse, en estos momentos, fuera de España, permanece en todo caso a disposición del Ministerio Fiscal para cualquier trámite o actuación que considere oportuna", reza el comunicado.

Una televisión portuguesa asegura que está en Estoril 

El rey Juan Carlos podría encontrarse en Portugal tras haber anunciado este lunes su decisión de abandonar España. Según la televisión portuguesa TVI24, el emérito español se encontraría en Estoril, en el municipio de Cascais.
Estoril ha sido un enclave importante en la vida del ex monarca y su familia. Allí fue exiliado su padre, Juan de Borbón, y en este lugar pasó el emérito su infancia.
Sin embargo, la institución de la Corona no ha informado del nuevo lugar de residencia del emérito, que según ha adelantado en la noche de este lunes la televisión portuguesa podría tratarse de Estoril.


Doña Sofía se queda en Zarzuela 

La decisión del rey Juan Carlos de irse a vivir fuera de España no va a suponer ningún cambio en la situación de la reina Sofía, que va a mantener su residencia en el Palacio de la Zarzuela y a proseguir con su actividad institucional, como venía haciendo desde el relevo en la trono hace seis años.
La madre de Felipe VI, que se encuentra de vacaciones en el Palacio de Marivent de Palma, ha quedado al margen de la controversia al no tener relación con los presuntos negocios en los que pudo participar el rey emérito.
Don Juan Carlos y doña Sofía llevan distanciados en el plano sentimental desde hace varios años, si bien han mantenido la residencia en Zarzuela al ser miembros de la familia real tras la abdicación.
La decisión del anterior monarca de retirarse de la esfera pública en junio del pasado año tampoco afectó a la reina Sofía, ni a su agenda oficial. Doña Sofía siempre ha representado una referencia para Felipe VI y así lo ha reconocido en público en varias ocasiones.
La última fue en diciembre de 2018, en el homenaje por el 40 aniversario de la Constitución, cuando ensalzó "el apoyo permanente y comprometido" de su madre un mes después de cumplir 80 años.
En mayo de 2017, también le expresó su "reconocimiento y admiración" por "el gran ejemplo" que ella suponía y por la "humanidad y compromiso" demostrados en favor de los más desfavorecidos.
Debido a la pandemia, doña Sofía ha visto recortada su agenda en lo que va de año, en el que sólo ha tenido media docena de actos oficiales, entre ellos, la veneración del Cristo de Medinaceli y el concierto de las víctimas del Holocausto, todos ellos protagonizados antes del estado de alarma.
Desde entonces, sólo se la ha visto dos veces, en sendas reuniones del patronato de la Fundación Reina Sofía en Zarzuela, fuera del programa institucional, rodeada de sus colaboradores más cercanos y protegida con mascarilla.
El primer encuentro tuvo lugar el 3 de junio y el último, el 14 de julio, en plena tormenta por las noticias publicadas sobre don Juan Carlos.
Desde la abdicación, el papel de doña Sofía ha menguado, aunque, además de su actividad como parte de la familia real, ha seguido mostrando su lado más solidario, apoyando iniciativas como la del combate contra los residuos plásticos en el mar.
Su momento más delicado lo vivió en abril de 2018 en la catedral de Palma, cuando protagonizó un desencuentro con la reina Letizia al querer fotografiarse con sus nietas Leonor y Sofía.
Antes de la retirada pública del rey Juan Carlos hace un año, doña Sofía protagonizó algunos actos con él que llegaron a interpretarse como una reconciliación del matrimonio, si bien no tuvieron continuidad.
Entre estos encuentros, hubo algunos eventos con amigos, como cuando fueron a la boda del tenista Rafael Nadal en Mallorca en octubre de 2019 o a su academia en la isla unos meses antes. Durante 2020, sólo se la vio con Juan Carlos I a comienzos de año en el entierro y el funeral de la hermana mayor de éste, la infanta Pilar de Borbón, y en el de la viuda del que fue primer presidente de las Cortes tras la reinstauración de la monarquía, Torcuato Fernández-Miranda.
Como acostumbra a hacer cada verano, la reina Sofía ya se encuentra en el Palacio de Marivent de Palma, adonde llegó hace unos días con su hija mayor, la infanta Elena, y su hermana, la princesa Irene. Su hermana es su gran apoyo moral desde hace varios años y quien suele a acompañarla a actos públicos, además de residir con ella en Zarzuela parte del año.
Con ella viajó a Atenas a principios de febrero para asistir a la presentación de los diarios de su madre, la reina Federica, junto con su otro hermano, Constantino.

La fuga de Juan Carlos I / José Antich *

En 1931, hace ahora algo menos de 90 años, Ramón María del Valle-Inclán, tras conocer la marcha de Alfonso XIII camino del exilio, con un botín considerable que hoy equivaldría a unos 75 millones de euros, escribió: “Los españoles han echado al último de los borbones, Alfonso XIII, no por rey, sinó por ladrón”.

Estamos en 2020, un 3 de agosto, inicio de vacaciones de verano muy marcadas por el coronavirus y su nieto Juan Carlos I acaba de dejar pequeño el affaire protagonizado por Alfonso XIII. 

Igual que su abuelo, acaba de emprender el camino del exilio, con una fortuna más que considerable que el The New York Times cifró, en 2014, en unos 2.300 millones de dólares. El Campechano, como ha acabado siendo tratado coloquialmente el rey emérito, huye de España cuando se empiezan a abrir las causas de corrupción que le afectan muy especialmente pero con ramificaciones de diversa índole en el conjunto de la família real.

Es, evidentemente, un golpe a la monarquía española que no tiene parangón desde que fue reinstaurada al frente de la jefatura del Estado hará, dentro de unos meses, 45 años.

¿Está tocada de muerte la institución? Probablemente sí ya que aunque los movimientos del deep state con Juan Carlos I hace tiempo que tienen por objeto, sobre todo, proteger a Felipe VI, es evidente que la dimensión de los sucesivos escándalos de corrupción, su conocimiento de los mismos e incluso su presunta implicación en el reparto del dinero le convierten en una pieza que ya no es imposible de capturar por los partidarios de acabar con la monarquía.

La fragilidad de Felipe VI queda explicitada en un escueto comunicado de su Casa en el que da cuenta de que su padre le ha dirigido una carta en la que nada se dice de su renuncia al título de rey emérito mientras él le muestra su sentido respeto y agradecimiento ante su decisión de exiliarse.

Juan Carlos I destaca que “he sido rey de España durante casi cuarenta años y, durante todos ellos, siempre he querido lo mejor para España y para la Corona”, a lo que su hijo apuntilla la importancia histórica del reinado de su padre “como legado y obra política e institucional de servicio a España y a la democracia”. Ningún comentario sobre el motivo real de su huida.

Toda una tradición en la etapa moderna de relación entre España y los Borbones. En 1854, María Cristina de Borbón, reina consorte de Fernando VII, fue expulsada por ladrona; en 1868, su hija Isabel II se fue al exilio, además de por la ausencia de estabilidad política y su complicada vida amorosa por el robo de unas alhajas de la Corona. Antes marcharon Carlos IV y el ya citado Fernando VII. Y, más recientemente Alfonso XIII, el último Borbón que reinó hasta que llegó Juan Carlos I.

Aunque la caída del rey emérito se ha precipitado en los últimos meses, algun día habrá que analizar a fondo en qué medida la afrenta de Felipe VI a Catalunya al apoyar la violencia policial en los hechos de octubre de 2017 fue la tumba de una institución que hay tiene un suspenso en su valoración y está cada vez más cuestionada.


(*) Periodista y director de El Nacional


https://www.elnacional.cat/es/editorial/jose-antich-fuga-juan-carlos_527745_102.html

¡Viva siempre el rey! / Jaime Peñafiel *

Me refiero a don Juan Carlos que será Rey hasta su muerte.

Quienes admirábamos y hasta queríamos al rey Emérito estamos muy tristes. Nunca, jamás, pensé que su hijo Felipe VI iba a ser capaz de atender la petición de Pedro Sánchez y Pablo Iglesias de actuar contra su padre.

Cierto es que nadie, ni Dios, pueden expulsar a un español del territorio nacional. Pero si obligarle a marcharse como ha hecho Felipe, presionado por el Presidente y el vice, ¿por el bien de la Institución? 

Yo diría que por el bien de lo que queda de la inexistente Familia Real, a quien Felipe VI , un joven sin empatía ni con la derecha ni con la izquierda aunque buena persona sin esfuerzo acaba de colocarla al borde del exilio. Y, en todo caso, en el principio del fin de la monarquía como quiere Sánchez e Iglesias.

El ex rey Farouk de Egipto cuando fue derrocado por el general Naguib pronunció unas proféticas palabras que he repetido sin cesar y que hoy , con la marcha del Rey Juan Carlos del país en el que ha reinado durante casi cuarenta años con un balance mas que positivo, empiezan a tener sentido: “No me importa haber perdido el trono porque, dentro de unos años, en Europa solo quedarán cinco reyes, los cuatro de la baraja y la reina de Inglaterra.” Por supuesto que Felipe VI ¡no! y mucho menos su hija Leonor.

Me sorprende que nadie haya preguntado ayer sobre el destino de la reina Sofía, esa sufridora esposa que ha tenido no uno sino cien motivos para divorciarse. Se decía que no lo hacía  por estar enamorada de su esposo. 

Yo pregunto ¿donde se encuentra en estos momentos? Por supuesto que no acompañando a su todavía esposo “en la suerte y en la desgracia, en la salud y en la enfermedad hasta que la muerte nos separe”, como le dijo el oficiante cuando contrajo matrimonio en la catedral ortodoxa de Atenas. 

La muy egoísta se ha refugiado en el palacio de Marivent con su hija Elena  ¿para no presenciar como su hijo echaba a su padre de Zarzuela? ...  Puede. A diferencia de la reina Victoria Eugenia que siguió a su esposo el rey Alfonso XIII al exilio.

Saben ustedes, querido lectores, que es el cuarto Borbon que se ve obligado a marcharse si no al exilio si de España: el 17 de octubre de 1840 lo hacia la reina Maria Cristina; el 18 de septiembre de 1868 Isabel II y el 14 de abril de 1931, Alfonso XIII, el abuelo paterno del rey Juan Carlos.

¿Quién será el próximo?  No hay quinto malo.


(*) Periodista


El autoexilio de Juan Carlos I / José Antonio Zarzalejos *

No hay monarquía parlamentaria en un país democrático como España que pueda soportar sin daño institucional el comportamiento del rey Juan Carlos, emérito por abdicación desde el mes de junio de 2014. Desde entonces, el Rey-padre ha sido un constante dolor de cabeza para su sucesor y un factor de erosión de la Corona, algo que ha terminado por derivar en su marcha del país. De manera cíclica, informaciones de solvencia le han vinculado con una relación sentimental por completo inadecuada con Corina Larsen

De esa vinculación se han derivado unas relaciones pecuniarias peligrosas que remiten a operaciones de 'lobby' en el comercio exterior de empresas españolas, beneficios opacos en forma de presuntas comisiones y la extraordinaria manipulación de la figura de su hijo, Felipe VI, que ya en una nota contundente, renunció, por sí y en nombre de su hija, la princesa de Asturias, a la herencia que podría corresponderle tras conocer que figuraba como beneficiario de los fondos depositados en Suiza y procedentes de Arabia Saudí, parte de los cuales habrían sido destinados a retribuir a la otrora amante del Rey abdicado.

Felipe VI ha actuado con la responsabilidad que prometió hacerlo cuando fue proclamado, en junio de 2014, rey de España ante las Cortes Generales. Estos casi seis años de reinado han sido un 'continuum' de decisiones del jefe del Estado que han ratificado su propósito de renovar la Corona y situarla en los más altos estándares de reputación y respetabilidad. 

Para ello, redujo la dimensión de la familia real (los Reyes, sus padres y sus dos hijas); revocó el título ducal de Palma a su hermana la infanta Cristina (que, tozudamente, sigue sin renunciar a los derechos sucesorios, un gesto simbólico pero significativo cuando su marido cumple condena); suprimió los actos de rehabilitación de su padre previstos para 2018 en coincidencia con la celebración del 40º aniversario de la Constitución, e impulsó a don Juan Carlos a abandonar, en junio de 2019, toda actividad pública en representación de la Corona.

Tras conocerse las fechorías económicas de Juan Carlos I, que podrían derivar en actuaciones judiciales de naturaleza penal ante la Sala Segunda del Supremo, Felipe VI renuncia a la herencia de su padre que pudiera corresponderle —también la renuncia alcanza a la princesa de Asturias— y le retira la asignación económica que libremente le atribuía y que alcanzaba la cifra de 194.000 euros anuales. Sin embargo, no es suficiente. 

Salvo para los monárquicos que creen que los indudables méritos del Rey emérito enjugan sus desatinos actuales, es muy posible que los ciudadanos reclamen una mayor contundencia. El Rey emérito debería dejar de utilizar las instalaciones que corresponden a la Corona y pertenecen al Patrimonio Nacional y, manteniéndose a disposición de la Justicia, retirarse a vivir a un país europeo que sirva como expresión indudable de que no empleará su posición para evitar las responsabilidades —institucionales y políticas, y acaso penales— en que haya podido incurrir.

Esa fue la decisión —por motivos bien diferentes, pero conforme a un guion de respeto a la institución— del abdicado rey británico Eduardo VIII (11 de diciembre de 1936) que, al casarse con Wallis Simpson, no se atuvo a las normas de la dinastía. Abandonó el Reino Unido, desempeñó algunos cargos de remota relevancia y terminó sus días en Francia. Era un estorbo para la monarquía británica y actuó en consecuencia. Murió en el retiro, en Francia. La misma dinastía Windsor acaba de aplicar un protocolo implacable al príncipe Harry, nieto de la reina Isabel, al que se le priva de su tratamiento y se le retira la asignación presupuestaria. De inmediato, se desplazará a vivir una parte importante del año a otro país.

La decisión del rey Felipe ha sido la debida. Y la nota de su Casa debe leerse con atención, porque pone en evidencia el doble juego del rey Juan Carlos, al ocultar a su hijo el manejo de su nombre en la fundación nutrida con fondos opacos. Se trata de una conducta que indigna por irresponsable y que requiere un paso más: que Juan Carlos I se retire a un autoexilio para que su presencia, por escasa que sea, no sombree las actividades de la Corona y que evite su disfrute de inmuebles, vehículos y servicios de la Zarzuela. Aquellos que hacemos profesión de fe en la monarquía parlamentaria hemos de ser exigentes por completo, porque el sostenimiento de la Jefatura del Estado, su forma monárquica, está en juego.

Se inicia, además, un juicio político sumarísimo contra el rey Juan Carlos que podría ser también judicial y que trataría, por evidentes intereses ideológicos, de salpicar a Felipe VI y acentuar así la crisis sistémica que padece nuestro sistema constitucional. Juan Carlos I lo apadrinó y lo impulsó. Pero esa autoría histórica no le da derecho a la frivolidad de deteriorarlo con una conducta incalificable. Si se va a otro país, le haría a su hijo un favor y, acaso, lograría rescatar la Corona de la crisis se le viene encima.


 (*) Periodista


Por su interés, El Confidencial vuelve a publicar esta columna fechada el 16/03/2020

Don Juan Carlos ante la historia / Fernando G. Urbaneja *

La bibliografía sobre Juan Carlos de Borbón es extensa e intensa, no son pocos los historiadores de fuste que han investigado la vida y avatares del que ha sido cabeza del Reino de España durante cuarenta años, con un balance de desempeño que resiste a su favor cualquier comparación. 

A todos esos textos de historia y biografía, incluidos los más banales, les falta añadir un muy penoso último capítulo. La salida del anterior Rey del recinto de la Zarzuela era inevitable, la cuestión es determinar cuándo, cómo y dónde. Una decisión que tenía que tomar una persona de 82 años, sometido a presión y soledad desoladoras, bajo la carga de unas responsabilidades que arruinan su trayectoria personal y su propia autoestima.

Por un lado está la sensación de la maldición de los Borbones para vivir en el exilio, aunque no podemos considerar a Don Juan Carlos como exiliado ya que nadie le priva de nacionalidad y derechos individuales (no de todos). La realidad es que abandona España sin precisar destino, solo y  con el compromiso de responder a las demandas de la justicia. 

Su padre vivió en el exilio muchos años, su abuelo se fue al exilio, su bisabuelo vino del exilio, su tatarabuela murió exiliada en Paris y el antecesor, el nefando Fernando VII, también abandonó España medio forzado y medio encantado. Todo ello forma parte de la historia de España y de sus dirigentes.

La decisión de irse de España tiene más carácter simbólico que efectivo y evidencia una soledad desoladora. Don Juan Carlos está en la historia, su relevancia actual es nula, salvo lo que significa rendir cuentas y pagar un precio por sus errores (y por sus aciertos). 

Su suerte no es muy distinta de la que han tenido jefes de gobierno o de estado europeos en fechas recientes, del canciller Kohl, al primer ministro Craxi, de las peripecias de Chirac a las de Berlusconi, del Presidente Nixon a lo que ocurra con Trump.

Las decisiones relevantes del caso Don Juan Caros fueron la abdicación hace cinco años y su punto final como representanta oficial o oficioso de España hace un año y la retirada de la retribución del Estado hace meses. Solo faltaba el desahucio de la Zarzuela. Las anteriores decisiones fueron más relevantes que la conocida ahora de salir de España, aunque esta sea muy simbólica.

Algunos tratarán de extraer consecuencias políticas de esta decisión pero tienen pocas posibilidades de lograr más recorrido político que ruido en los programas de entretenimiento muy necesitados de combustible a comienzos de agosto. Ante la historia la figura de Juan Carlos es sobresaliente por una trayectoria en la que los aciertos y contribuciones a la prosperidad de España son evidentes y están documentados. 

La recta final es desoladora por su propia irresponsabilidad, acentuada por unas compañías locales e internacionales nada recomendables que le han llevado a la ruina moral. Una historia final en la que no están exentos de responsabilidad  los gobiernos que no cumplieron con el deber de proteger al Jefe del Estado de sus propios extravíos.

Ahora toca que la fiscalía del Supremo y el tribunal competente desentrañen las actuaciones de Don Juan Carlos y las de sus acusadores-chantajistas para ir colocando a cada cual en su sitio. En esta historia varios "aprendices de brujos" han jugado a ser más listos en defensa de sus intereses y pueden salir perjudicados por su falta de juicio.


(*) Periodista y politólgo



domingo, julio 19, 2020

Baleares pedirá al Gobierno controles de salud a viajeros de España y Schengen


PALMA DE MALLORCA.- El Govern balear pedirá al Ministerio de Sanidad que se reanuden los controles sanitarios en puertos y aeropuertos de las islas a pasajeros procedentes de otras comunidades autónomas y del espacio Schengen, y no descarta reclamar que esos chequeos se hagan en los puntos de salida de los viajeros.

Según han informado fuentes del Ejecutivo de las islas, la intención es remitir a Sanidad una serie de peticiones, una vez analizada la situación por parte del comité autonómico de gestión de enfermedades infecciosas. Entre ellas, la prioritaria es reanudar los controles sanitarios por parte de la comunidad autónoma en los puntos de entrada a Baleares de los pasajeros procedentes de destinos nacionales y del espacio Schengen.
En el caso de los territorios que presenten una incidencia elevada de la COVID-19, el Govern de Francina Armengol contempla la posibilidad de pedir al central que esos controles a los viajeros los aplique la autoridad competente en los puntos de origen, es decir, en las comunidades o países europeos de donde provengan.
El Ejecutivo autonómico también planteará la implementación de una herramienta de rastreo de contactos digital que apoye la labor de los equipos de rastreadores, bien directamente desde la comunidad autónoma o desde el Ministerio de Sanidad.
Por otro lado, y dentro de las recomendaciones técnicas del comité de alerta de las islas, Baleares ha anunciado que ampliará la formación de rastreadores para pasar de los actuales 150 a 400.

El precio de la vivienda nueva caerá y la de segunda mano (más todavía)


MADRID.- El sector inmobiliario se está reactivando y mantiene el calendario de entregas en el mercado residencial de obra nueva. Pero la consultora CBRE prevé que el precio de estas viviendas puede ceder entre el 2% y el 4%, una caída aún más marcada en el caso de los activos de segunda mano. 

Hay que tener en cuenta que la demanda residencial mostró signos de ralentización previo a la llegada del covid-19, como consecuencia de un entorno de maduración del mercado. En el primer trimestre de 2020 se observó una caída del 16% con 116.000 viviendas vendidas.
Según las estimaciones de CBRE, en 2020 las transacciones totales de vivienda podrían caer en torno a un 20-25% respecto al año anterior, por lo que el total de viviendas vendidas este año rondarían las 425.000/450.000 (inicialmente estimadas en 600.000 viviendas en situación precovid).
En concreto, se prevé un mayor impacto en la vivienda de segunda mano que en obra nueva, y especialmente en la segunda residencia en determinadas ubicaciones como Costal del Sol y Levante. Además, Madrid y Barcelona tendrán un menor impacto en la demanda y se esperan ajustes a nivel provincial de entre el 10% y 15% en el número de transacciones.
El impacto la crisis sanitaria en el precio del residencial dependerá de la ubicación y la tipología de producto. Desde la consultora estiman una caída de los precios de la vivienda nueva de entre el 2% y el 4%.
Mientras que, en el caso de la vivienda de segunda mano, creen que se reajustará de forma más pronunciada, en torno al 6-7%, como consecuencia del deterioro del mercado laboral, la necesidad de venta por parte de los propietarios para conseguir liquidez y la mayor oferta existente.
Sin embargo, estos datos chocan frontalmente con los mensajes que trasladan las principales promotoras de este país, que reiteran que no se producirá una caída en el precio de la obra nueva.
Por otro lado, la provincia de Madrid observará un ajuste en precios en la segunda mano de un 4-5% y un impacto menor en la obra nueva, que rondaría una caída del 1-2%. Mientras que la provincia de Barcelona presentará un ajuste en precios en la segunda mano de un 5-6% y un impacto menor en la obra nueva, con un descenso del 2-3%.
En cuanto a la oferta, la garantía de continuidad y ejecución de las obras en curso, así como las entregas comprometidas son muestras de que el número de viviendas terminadas no sufrirá un impacto por el parón del confinamiento.
Sin embargo, es probable que el número de visados de obra nueva descienda durante 2020 debido a la parálisis de las Administraciones durante el confinamiento, así como a la evolución del comportamiento de la demanda pos-covid.
La evolución del mercado de suelo tras la pandemia dependerá fundamentalmente de su localización geográfica. En este sentido, continuará la actividad inversora en suelos de grandes ciudades como Madrid, Barcelona, País Vasco, Navarra y Valencia.
Las comunidades o provincias que empezaron a tener una mayor actividad antes de estallar la pandemia, como La Coruña, Asturias, Cantabria y Zaragoza, podrían recuperar esa tendencia tras el impacto de la crisis económica.
En cuanto a las costas e islas, van a registrar un descenso de la actividad para las promociones destinadas a público extranjero y segunda residencia. Y el impacto del covid-19 se agudizará con el efecto del Brexit.
Por otro lado, desde CBRE aseguran que la mayor oferta de producto terminado y suelo limitará el interés de los inversores. “Veremos ajustes tanto en la estructura de operaciones como en el precio, la oferta y la demanda de suelo. La escasez de oferta de producto de suelo finalista en los principales mercados hará que una parte relevante de la demanda inversora se concentre en suelos en gestión y nuevos desarrollos”, explican.
La continuidad de las operaciones tras el periodo de confinamiento es un signo de que se mantiene el interés inversor. Una de las tendencias que se observa como consecuencia del covid-19 es el cambio de estrategia de algunos proyectos inicialmente destinados a la venta y que, como consecuencia del posible aumento de la demanda en alquiler, están virando a proyectos Build to Rent (BTR).
Uno de los grandes retos en el multifamily es el aumento del parque de vivienda en alquiler actual para poder satisfacer la demanda existente. Para ello, se hacen necesarios acuerdos de colaboración público-privada y pactos comunes entre las administraciones que establezcan una mayor seguridad jurídica y mayor celeridad en la obtención de permisos y licencias vinculados a la gestión de suelo y edificación residencial.

El Consell crea dos registros insulares de entidades de caza y pesca fluvial

PALMA DE MALLORCA.- La Dirección insular de Cooperación Local y Caza del Consell está creando dos registros insulares de caza y pesca fluvial para mejorar la difusión de su tarea y presencia en la isla, en los que se pueden inscribir las entidades sin ánimo de lucro del ámbito cinegético de la Isla.

Según ha informado el Consell este domingo en una nota de prensa, en primer lugar se ha creado un Registro Insular de entidades sin ánimo de lucro de caza y pesca fluvial, de acuerdo con la Ley balear de caza y pesca fluvial. Además, ha recordado, en el pasado pleno del Consell del mes de junio se acordó elaborar este registro.
En segundo lugar, ha añadido, se ha impulsado un Registro de entidades de carácter informativo de caza mayor y de control de fauna, la cual, ha confiado, facilitará el contacto de entidades cinegéticas, empresas y profesionales del ámbito con la ciudadanía que necesite sus servicios, como por ejemplo en el caso de titulares de fincas agrícolas que sufran daños y perjuicios por parte de especies cinegéticas.
Con todo, la institución insular ha apuntado que las entidades sin ánimo de lucro interesadas en formar parte de los registros se han de inscribir con el modelo de instancia adjuntado en las resoluciones de caza y pesca fluvial y de caza mayor y control de fauna, que hallarán en el BOIB.

Cuándo debo usar la mascarilla y cuáles serán las multas en Baleares

PALMA DE MALLORCA.- El uso de mascarilla es obligatorio en Baleares desde este lunes 13 de julio, después de que la Conselleria de Salud y Consumo haya aprobado una resolución que regula su uso en las Islas.

La resolución, que ya ha sido publicada en el BOIB, llega después de que este viernes, 10 de julio, el Consell de Govern haya aprobado una instrucción que modifica la normativa vigente para la gestión de la nueva normalidad ante la propagación del COVID-19 en la comunidad.

En concreto se trata del Decreto Ley 10/2020, de 10 de julio, por el que se establece el régimen sancionador específico para hacer frente a los incumplimientos de las disposiciones dictadas para paliar los efectos de la crisis ocasionada por el coronavirus.

El objetivo, según el Govern, es establecer medidas unificadas y coordinadas que permitan agilizar la tramitación y resolución de los procedimientos sancionadores derivados de los incumplimientos de la normativa vigente para hacer frente a la pandemia.

MASCARILLA: CUÁNDO Y DÓNDE

El uso de la mascarilla en Baleares es obligatorio para todos los mayores de seis años tanto en la vía pública como en espacios al aire libre, en espacios cerrados de uso público o zonas de atención al público de edificios públicos o privados, cuando se pueda concurrir en el mismo lugar con personas no convivientes.

Sin embargo, hay excepciones como en playas y piscinas, en espacios de naturaleza y al aire libre fuera de núcleos de población, para la práctica de actividad física y acuática, para consumir bebidas y alimentos o para tocar instrumentos de viento.

Otras excepciones del uso de la mascarilla se aplican a menores de 16 años en la práctica de actividades de ocio infantil y juvenil con el grupo habitual de convivencia, a personas afectadas por una enfermedad respiratoria, la cual se pueda ver agravada por su uso, dependientes o con alteración de conducta o supuestos de fuerza mayor, como, por ejemplo, fumar.

También se prohíben las shishas y pipas de agua por el elevado riesgo de contagio para los usuarios. Asimismo, se fija la limitación de aforo en las reuniones sociales y familiares que será de un máximo de 70 personas en el exterior y de 30 en el interior.

En cuanto a bodas y otros acontecimientos sociales oficiales, religiosos o civiles, los aforos pueden llegar a 250 personas fuera y 150 dentro. En caso de que se produzca una ceremonia religiosa o civil, ya sea en interior o exterior, la mascarilla será obligatoria para todos los asistentes a pesar de que se pueda mantener la distancia de seguridad.

Durante la celebración, el uso de la mascarilla será obligatorio si no se puede garantizar la distancia de seguridad, salvo en el momento del consumo de bebidas y alimentos.

Por otra parte, en una casa privada no es obligatoria llevarla todo el tiempo, pero sí sino se puede mantener la distancia de seguridad de dos metros. Sin embargo, sí será obligatorio la entrada y salida de espacios culturales y deportivos, a excepción de cuando se consuma.

LÍMITE DE PERSONAS
El número de personas que pueden participar en ensayos y actuaciones de coros será de 30, pero siempre con uso de mascarilla y respetando la distancia. En cuanto a las bandas de música, también queda regulada su actividad y se establece el uso obligado de mascarillas para todos, excepto los músicos de instrumentos de viento.

En los locales de ocio infantil, los niños pueden permanecer por tiempo indefinido y se quita el límite de 25 personas en los centros de formación no reglada, donde se impone un aforo del 75%.

Se suprime el límite de ocupación de los taxis y, en relación a los coches privados, se mantiene la obligación de usar mascarilla cuando los ocupantes no sean convivientes.

SANCIONES

La norma tipifica las infracciones y sanciones, que se clasifican en leves, graves y muy graves.

-Infracciones leves: sanciones de entre 100 y 3.000 euros.

• El incumplimiento de la obligación del uso de mascarillas (ya tipificado por el Gobierno estatal con una sanción de 100 euros).

• El incumplimiento, por parte de establecimientos abiertos al público, de ofrecer información a los usuarios sobre horarios, aforos, distancia social y uso de mascarillas.

• El incumplimiento de los límites de aforo o de número máximo de personas permitidas en establecimientos o actividades cuando éstas afecten a menos de 15 personas.

• Cualquier otra infracción de las obligaciones contenidas en el Real Decreto Ley 21/2020, de 9 de junio, de medidas urgentes de prevención, contención y coordinación para hacer frente a la COVID-19 y en el Plan Autonómico de Medidas Excepcionales de Prevención, Contención y Coordinación para Hacer Frente a la Crisis Sanitaria.

-Infracciones graves: sanciones de entre 3.001 y 60.000 euros:

• La organización de reuniones, fiestas o cualquier otro tipo de acto o evento (de carácter público o privado /en espacios públicos y privados) en las que se produzcan aglomeraciones que impidan o dificulten la adopción de las medidas sanitarias de prevención.

• La participación en reuniones, fiestas u otros eventos de carácter privado, en espacios privados, en los que se produzcan aglomeraciones que impidan o dificulten la adopción de las medidas sanitarias de prevención.

• El incumplimiento de los límites de aforo o de número máximo de personas permitidos en establecimientos o actividades, cuando no constituyan una infracción leve ni muy grave.

• Conductas u omisiones que infrinjan las obligaciones contenidas en el Real Decreto Ley 21/2020, de 9 de junio, de medidas urgentes de prevención, contención y coordinación para hacer frente a la COVID-19 y en el Plan Autonómico de Medidas Excepcionales de Prevención, Contención y Coordinación para Hacer Frente a la Crisis Sanitaria y que produzcan un riesgo o daño grave para la salud de la población.

• El incumplimiento de forma reiterada de las instrucciones recibidas por las autoridades competentes.

Infracciones muy graves: sanciones entre 60.001 y 600.000 euros

• La comercialización de reuniones, fiestas o cualquier otro tipo de acto o evento (de carácter público o privado / en espacios públicos y privados) en las que se produzcan aglomeraciones que impidan o dificulten la adopción de las medidas sanitarias de prevención.

• El incumplimiento de los límites de aforo o de número máximo de personas permitidas en establecimientos o actividades cuando este produzca un riesgo o daño muy grave para la salud de la población. A este efecto, se fijan como muy grave los incumplimientos que afecten a más de 150 personas.

• Incumplimientos en las prohibiciones relativas a la apertura de locales.

• El incumplimiento de la obligación de inhabilitar la pista de baile para este uso.

• El incumplimiento de forma reiterada de las instrucciones recibidas por las autoridades competentes si comportan daños graves a la salud.

• Conductas u omisiones que infrinjan las obligaciones contenidas en el Real Decreto Ley 21/2020, de 9 de junio, de medidas urgentes de prevención, contención y coordinación para hacer frente a la COVID-19 y en el Plan Autonómico de Medidas Excepcionales de Prevención, Contención y Coordinación para Hacer Frente a la Crisis Sanitaria y que produzcan un riesgo o daño muy grave para la salud de la población.

L’esforç de la majoria per cuidar-nos de la Covid s’ha de protegir. Per això, aquella minoria que incompleixi les normes serà sancionada. Des d’aquest cap de setmana ampliam les inspeccions pic.twitter.com/x3iJrvmB86 — Govern Illes Balears (@goib) July 10, 2020
CIERRE DE LOCALES Y CESE DE ACTIVIDAD

• En los casos de infracciones muy graves y en consideración a las circunstancias que se presenten, además de la multa y como sanción accesoria, puede imponerse el cierre del establecimiento o local dónde se haya producido la infracción o la prohibición de realizar la actividad durante el plazo máximo de tres años.

• El local permanecerá cerrado durante todo el plazo impuesto en la resolución, con independencia de los cambios de titular que se puedan producir.

• Cuando las infracciones se produzcan en un inmueble dado de alta como vivienda destinada a estancias turísticas, puede imponerse, además de la sanción, la prohibición de la comercialización turística de esta vivienda durante un tiempo máximo de 3 años.

El Papa advierte que «la pandemia no muestra signos de pararse»


CIUDAD DEL VATICANO.- El papa Francisco ha advertido este domingo que «la pandemia no muestra signos de pararse», y ha mostrado su preocupación no solo por los enfermos sino también «por las consecuencias económicas y sociales», tanto más graves en la medida en que no se atajen los contagios.

El Santo Padre está pasando las «vacaciones en casa» durante el mes de julio, y su única intervención pública cada semana es el rezo del Ángelus del domingo con los fieles que acuden, con mascarilla y convenientemente separados, a la plaza de San Pedro.
En el encuentro de hoy, marcado una vez más por la pandemia de coronavirus, Francisco ha dicho que «mi pensamiento va de modo especial a las poblaciones cuyo sufrimiento resulta agravado por las situaciones de conflicto».

El Vaticano ve la situación mundial con gran realismo. Hace tan solo doce días, el cardenal Peter Turkson, prefecto del departamento de Desarrollo Humano Integral, advertía que «las crisis interconectadas -sanitaria, económica y ecológica- están ampliando la brecha no sólo entre los ricos y los pobres, sino también entre las zonas de paz, prosperidad y justicia ambiental y las zonas de conflicto, privación y devastación ecológica».

Según Turkson, «esas crisis interconectadas -sanitaria, económica y ecológica- muestran la urgente necesidad de una globalización de la solidaridad que refleje nuestra interdependencia mundial».
Según el cardenal ghanés, los tres problemas encadenados son los ingredientes de «la tormenta perfecta», por lo que resulta urgente desactivarlos cuanto antes.

Sánchez rechaza lo que Europa le ofrece y se enfrenta al primer gran riesgo de su mandato / Francisco Rubiales *

Sánchez le tiene pánico a la fiscalización y la tutela de Europa porque sabe lo que Europa va a exigirle y porque le resultará imposible negar que existe una profunda desconfianza hacia su política de izquierdas. No quiere, bajo ningún motivo, que la ayuda llegue acompañada de los hombres de negro y que tenga toda la apariencia de un rescate, pero la Europa del norte no está dispuesta a regalar nada a un país cuya economía, duramente influida por el comunismo, es débil, caótica y ruinosa, víctima del capricho y del despilfarro, hostil a la empresa y al capital, cargada de instituciones inútiles, con leyes que espantan a la inversión y el emprendimiento y que tiene que mantener, por deseo de los políticos, un Estado desproporcionado, lleno de lastre inútil, cargado de privilegios para las clases dirigentes, sobre todo para los políticos, que en España tienen más fueros, poder y privilegios que los grandes señores feudales del medievo.

La batalla entre la "cigarra" cantarina española y la "hormiga" laboriosa europea se librará entre hoy y mañana, pero será larga y difícil porque España e Italia se resistirán al cambio, sobre todo España, líder de la opereta y el desastre del sur europeo. Sanchez ya está cediendo en sus arrogantes previsiones iniciales, que eran recibir el dinero sin condiciones, un mecanismo al que él llamaba "solidario", pero que en realidad era ridículo porque carece de sentido entregar dinero a un manirroto despilfarrador sin controlarlo previamente y asegurar a los ciudadanos europeos, que en realidad son los que pagan, que su dinero servirá para salvar un país, no para reforzar el poder de un sátrapa.

Ha bastado que Europa ponga la lupa sobre España y analice lo que ocurre detrás de los Pirineos para que el planteamiento español de dinero regalado sea rechazado con fuerza, como ya le han comunicado a Pedro Sánchez los dirigentes de los países del rigor, encabezados por Holanda y Suecia, que cuentan con el apoyo subterráneo de Alemania, que reprochan a España, entre otras cosas, el deterioro de la democracia y el tamaño del Estado, hipertrofiado, insostenible y lleno de enchufados inútiles y privilegios inmerecidos, además de carecer de rigor fiscal y de no haber sido previsora aprovechando los años de crecimiento y euforia económica para crear un colchón fiscal, reducir su peligrosa deuda y acumular fondos de reserva para situaciones de crisis.

En resumen y en román paladino: Europa quiere que España sea un país serio, democrático y decente, no la boñiga injusta, corrupta e inmoral que es hoy, por obra y gracia de un liderazgo político que no ha dado la talla ni sabido gobernar. Pero como no se fía de que el gobierno de Sánchez cambie y corrija su rumbo despilfarrador, caprichoso y enloquecido, quiere mandar a cambio de entregar dinero y obligar a los políticos españoles a que regeneren la pocilga.

La lista de cambios que Europa exigiría es temible, pero altamente benefciosa para España y su pueblo, aunque represente un durísimo golpe en el hígado a la clase dirigente, que tendrá que cambiar y renunciar a su comportamiento sátrapa si quiere ayuda.

Tendrá que combatir en serio la corrupción, reducir ministerios, agencias, empresas, fundaciones, observatorios, institutos y chiringuitos nacionales, autonómicos y locales, liquidar el clientelismo y eliminar la inmensa red de parásitos que ordeñan el Estado sin piedad, hasta el hartazgo, usando coches oficiales, dietas, dinero negro, ejércitos de secretarias y asesores, todo un abuso de poder protegido por aforamientos y tribunales especiales donde es casi imposible que la corrupción galopante sufra condenas.

Se calcula que hay más de un millón de enchufados de partidos políticos en todo el Estado, incluyendo, por supuesto, cada comunidad autónoma. En Europa creen con razón que esa organización es insostenible, ademas de antidemocrática, injusta e indecente.

El dinero sólo llegará si España se somete a un durísimo purgante Europeo de aceite de ricino, eliminando corruptos, privilegios, instituciones, municipios y miles de lujos y abusos sin sentido, además de fortalecer la democracia real dejando libre a la Justicia y retirando a los partidos ese monopolio obsceno que ejercen sobre el Estado, la sociedad civil y el país entero, hasta el punto de que la única manera de definir hoy a España con rigor es como una "Partitocracia abusiva e inmoral".

Después hay un segundo escalón de reformas que no son condiciones inamovibles y que pueden negociarse, aunque Europa las aconseja con gran interés, como son la unión de varios municipios en uno e incluso el rediseño de algunas autonomías para reducir sus desproporcionados gastos. Por ejemplo, Andalucía, Extremadura, Ceuta y Melilla podrían unirse e integrar una única autonomía. 

Habría que "jubilar" también a cientos de miles de políticos, servidores públicos y enchufados innecesarios, eliminar la financiación de partidos, sindicatos y la lluvia de subvenciones públicas que los políticos utilizan para reforzar su poder y beneficiar a sus amigos, además de un largo etcétera que mis fuentes europeas consideran que ocupan medio centenar de folios seriamente estudiados y redactados por los expertos europeos. 


(*) Periodista


Europa hay que merecerla / Benito Arruñada *

Algunos lectores se han contrariado porque en una tribuna reciente apunté que nuestra "europeidad" era un regalo inmerecido. Me basaba tan sólo en que, si bien nos sentimos orgullosos de ser europeos y hasta nos mostramos más europeístas que nadie, algunos de nuestros valores se asemejan más a los de países como Argentina, México o Marruecos que a los de nuestros vecinos europeos; incluida esa Italia que se parece a nosotros menos de lo que nos gusta creer.

Un ejemplo relevante para la encrucijada actual es el que refleja la figura: somos más partidarios de la empresa pública y atribuimos más responsabilidad al estado que al individuo (tanta responsabilidad que hasta resulta lógico que la burocracia del idioma pretenda que escribamos “estado” con mayúscula).

Dado que nuestros valores son tan contrarios a la economía de mercado y la libertad contractual que le da vida, no deja de resultar anómalo que durante los últimos setenta años hayamos liberalizado la economía, acercándola así a los promedios europeos.

Entender esta contradicción nos ayudaría a manejar nuestra tesitura, porque, en esencia, la condicionalidad que nos exigen nuestros vecinos del Norte para seguir prestándonos dinero es que acometamos las reformas que por fin asienten nuestra economía en un mercado libre y competitivo, racionalizando el uso del dinero público y abandonando las pautas corporativistas, de origen franquista, que aún rigen en muchos sectores, empezando por nuestras relaciones laborales.

En esos setenta años nos hemos movido hacia la economía de mercado, pero arrastrando los pies. Ni élites ni masas creían en su superioridad productiva y, mucho menos, en su superioridad moral. Como mucho, la aceptaban como un mal menor.

Imitamos a Europa porque queríamos ser ricos y sentirnos superiores; pero nunca estuvimos convencidos de la bondad de sus métodos. Mucho europeísta incluso tergiversa el modelo europeo, exagerando su estatismo y menospreciando el papel del mercado y la competencia. Sucede así, de forma obvia con las caricaturas escandinavas que proclaman nuestros socialistas y neocomunistas. Luego se sorprenden cuando el Gobierno socialdemócrata sueco quiere que la ayuda europea consista en créditos en vez de transferencias.

Ciertamente, desde los años 1950, hemos hecho grandes esfuerzos para modernizarnos. Pero, en cierto sentido, no hemos tenido que decidir nada. Gracias al turismo y la inmigración, la diferencia de nivel de vida era tan visible que, pese a no creer en las condiciones que nos exigían, estábamos dispuestos a cumplirlas.

La historia confirma este reformismo a contrapelo. Hay que remontarse al Plan de Estabilización de 1957, una liberalización impuesta por la inminente quiebra de la Hacienda Pública, con circunstancias internas similares a las de la crisis de 2008. Como Franco, ZP reacciona mal. Y ambos, cual avestruces keynesianos, sólo corrigen el rumbo cuando no les queda un céntimo.

Más tarde, ya en los años 1980, el anhelo indiscutido de entrar en el Mercado Común nos convenció para hacer la reconversión industrial. Pero la hicimos sin reformar el mercado de trabajo. Incluso agravamos su corporativismo, lo que llevó al cierre a gran parte de la industria y ha impedido que se instalaran nuevas empresas. El de Nissan sólo es el lance postrero de una larga serie de empresas que huyen de España porque los precios de nuestros factores de producción están distorsionados, en gran parte por la vigencia fáctica del ordenamiento laboral franquista.

En los 1990, logramos alcanzar los criterios de convergencia de Maastricht y entrar en el Euro gracias en buena medida a que privatizamos varios monopolios públicos. Pero lo hicimos sin antes liberalizarlos, lo que ha lastrado hasta hoy esos mercados con un notorio déficit de competencia.

Por último, en 2012 capeamos de manera similar la crisis que arrastrábamos desde 2008, subiendo impuestos sin recortar el sector público más que de manera transitoria. Hicimos también las reformas que nos exigían, pero siempre en su versión minimalista. Salimos del paso sin apenas fortalecer los cimientos de la economía.

En todos esos episodios, las reformas se han hecho tarde y mal; pero, sobre todo, a regañadientes. Las hicimos porque lo exigían el FMI o Europa; pero sin estar convencidos de que eran, por sí mismas, beneficiosas. Han sido meras decisiones de supervivencia política, contrarias a las convicciones predominantes, tanto entre los gobernantes como en la ciudadanía.

En consecuencia, las reformas han desaprovechado así gran parte de su potencial. Eso cuando no hemos puesto en peligro sus frutos, sembrando dudas sobre su futuro o diluyéndolas, ya fuera mediante sentencias judiciales (como ocurrió con partes de la reforma laboral de 2012), manipulación de los órganos reguladores (el caso de las privatizaciones) o leyes autonómicas de espíritu gremial y feudalizante (unidad de mercado).

Ignoro qué fuerzas generan esta desconfianza respecto al modelo de mercado europeo. Quizá la pretensión de lograr el bienestar sin cambiar nuestro mitificado modo de vida. Quizá el deseo de preservar las rentas de los beneficiarios del statu quo (todo tipo de monopolistas, incluyendo a muchos trabajadores fijos y funcionarios). Quizá esas rentas son las que también gobiernan la demanda en nuestro estrecho “mercado de ideas”. Sea cual sea el motivo, tal parece que queramos la riqueza que produce el mercado sin tolerar la competencia que hace posible obtenerla.

Debemos preguntarnos si esta manera de proceder, además de limitar los beneficios de las reformas, nos ha infantilizado. En la medida en que no hemos tenido que elegir el rumbo, bien podría ser que nuestra “musculatura decisional” esté atrofiada. Somos como ese montañero que pretende ascender a una cima pero insiste en mojar los pies en cada arroyo del camino. Sólo anda cuando se lo exigen. Como era de esperar, el covid-19 nos ha pillado chapoteando, actividad en la que aún perseveraba estos días el más onanista de nuestros emperadores autonómicos.

Tampoco debiera sorprendernos que, tras la crisis del covid, estemos cometiendo los mismos errores. Queremos que Europa nos siga prestando dinero pero sin hacer las reformas imprescindibles para ser más productivos y estar en condiciones de devolver esos préstamos. Haremos las reformas mínimas que nos exijan, que serán justo las que nos permitan evitar la insolvencia. Incurriremos así en casi todos los costes de las reformas pero sin aprovechar, de nuevo, su potencial transformador.

Con franqueza: nuestra estrategia negociadora no existe. Ni existe ahora ni existió en 2012. Más bien es la resistencia propia de un adolescente confiado en que sus padres consientan que se equivoque, a sabiendas de que es él quien pagará las consecuencias. Lo pone bien en evidencia la insólita insinuación del Presidente del Gobierno de que pediría menos dinero para reducir la condicionalidad. Es de temer que para poder gastarlo a su antojo.

La reforma mínima, cuando no negativa, es, por tanto, la opción más probable. Daríamos así continuidad a nuestra conducta de las últimas siete décadas. La buena noticia es que, aunque parte de nuestro actual Gobierno quiera irse de Europa, ya no convencería ni a sus votantes. Por fortuna, los Pirineos nos aíslan menos que el Atlántico.


(*) Catedrático de Organización de Empresas en la Universidad Pompeu Fabra




¿Existió Jesús de Nazaret? / Guillermo Herrera *

Desde que mis queridos compañeros youtubers Gosia y Robert transmitieron mensajes que negaban la existencia histórica de Jesús de Nazaret, llamado también Yeshua ben Josef o Yesua ben Pandira me he quedado descolocado, estupefacto y hasta ofendido porque lo sentí como un ataque personal a mi bendito Niño Jesús. “De no haber existido Jesús, los inventores de los Evangelios serían tan grandes como él” dijo el filósofo Jean-Jacques Rousseau.
 
Esto no quiere decir que yo descalifique totalmente a estos mensajes, porque bien es verdad, que el personaje fue muy manipulado por el Imperio Romano por motivos políticos, al igual que la Biblia, y por eso yo no creo en la versión oficial del Vaticano sobre Dios y sobre Jesús. Pero a pesar de todas las manipulaciones que ha sufrido, el nombre de Jesús el Cristo sigue teniendo una potencia espiritual extraordinaria en todo el mundo.

LO QUE YO CREO

Creo en los papiros gnósticos de Nag Hamadi, que no fueron manipulados por ninguna iglesia, en muchos textos apócrifos como “El Libro de Enoch” en la maravillosa historia que nos cuenta mi compañero periodista Juan José Benítez en su serie de “El caballo de Troya”, y sobre todo creo en lo que me dicta mi propia conciencia y mi propio corazón, que no tiene nada que ver con los curas ni con la religión, ni tiene necesidad de ningún intermediario, porque todos tenemos conexión directa con la Fuente Original de la Creación Universal.

Los maravillosos textos de Nag Hamadi revelan la existencia de los arcontes o dueños oscuros del planeta ‘matrix’, los controladores psicópatas de esta siniestra granja humana que se alimentan del sufrimiento de la humanidad, y nos enseña a liberarnos de ellos como hijos legítimos de la Fuente Original de la Creación Universal, porque no tienen derecho a hacer lo que hacen.

Cuando veas la trampa del túnel en el momento de dejar el cuerpo físico, no te metas en él o volverás a renacer en este infierno tridimensional. Reclama entonces tu derecho divino a regresar a tu hogar original, pide este regreso con toda tu alma a tu Ser Superior, y no dejes que nadie te engañe, porque lo intentarán todo para atraparte en la trampa de la reencarnación y evitar la fuga de esta cárcel material.

EL CAMINO DEL CONOCIMIENTO

Me defino como cristiano gnóstico, y a mucha honra, lo cual no quiere decir que esté de acuerdo absolutamente con todas las doctrinas gnósticas que surgieron en los primeros siglos del cristianismo, porque algunas las veo muy estrambóticas.

El gnosticismo es una doctrina filosófica y religiosa de los tres primeros siglos del cristianismo que propugna tener un conocimiento intuitivo y misterioso de las cosas divinas y que tuvo y tiene un cierto prestigio entre los intelectuales cristianos.

El gnosticismo es una mística secreta de la salvación. Sintetiza creencias orientales e ideas de la filosofía griega, principalmente platónica. Es una creencia dualista: el bien frente al mal, el espíritu frente a la materia, el ser supremo frente al Demiurgo, el espíritu frente al cuerpo y el alma.

Según esta doctrina los iniciados no se salvan por la fe en el perdón gracias al sacrificio de Cristo, sino que se salvan mediante la gnosis, o conocimiento introspectivo de lo divino, que es un conocimiento superior a la fe. Ni la sola fe, ni la muerte de Cristo bastan para salvarse.

El ser humano es autónomo para salvarse a sí mismo porque forma parte de Dios, aunque esta afirmación no excluye el camino personalista de la fe y de la devoción al Dios único o Brahma universal que los hindúes llaman Bhakti Yoga, sino que lo complementa, pero yo prefiero el camino del conocimiento sin exluir la devoción y el amor a Dios sobre todas las cosas.

Gnosis es también Gñana en sánscrito que significa el camino del conocimiento puro. El Gñana se refiere al conocimiento de que el alma es idéntica a Dios, a que Yo Soy Dios, y que por lo tanto no hay que viajar muy lejos para buscar el Reino de los Cielos porque está dentro de nosotros, en el centro del corazón.

La conciencia de sí mismo conduce a la autorrealización, que se define como consecución satisfactoria de las aspiraciones personales por medios propios, aunque a veces me siento un pobre mendigo ante el poder de Dios, igual que se sentían mis amados místicos San Francisco de Asís o San Juan de la Cruz.

Pero además del Gñana o conocimiento directo de lo divino, existe el Vijñāna o conocimiento expandido que es la sabiduría puesta en práctica. Ésta es la parte más difícil de todas que consiste el bajar el Cielo a la Tierra, y ésta es realmente la misión de todos los trabajadores de la luz, porque los obstáculos son formidables, y los demonios intentan atacarnos por todas partes para proteger su negocio materialista. Sufrimos hasta agresiones físicas sin venir a cuento, y hablo por experiencia personal.

REENCARNACIÓN

Los primeros cristianos creían en la reencarnación, al igual que casi todas las tradiciones espirituales de la humanidad, y al igual que el propio Jesús cuando dijo “nadie que no naciera dos veces de una mujer conocerá la vida” pero la iglesia romana necesitaba chantajear a sus fieles con el miedo al infierno si sólo tenemos una vida para enmendarnos. Luego prohibió el matrimonio de los curas para poder heredar sus bienes, y evitar que pasaran a sus hijos. De todos modos el celibato es una opción respetable en casi todas las tradiciones espirituales, pero nunca una obligación como en Roma.

Pero es que hasta muchos psicólogos modernos creen en la reencarnación porque han encontrado recuerdos de otras vidas a través de la terapia regresiva, que es una rama de la psicología oficialmente reconocida.

Yo también fui sacerdote en otras vidas, y hablo con la autoridad de haber descubierto desde dentro el engaño oficial institucionalizado. El mensaje original de Jesús es absolutamente desconocido, porque lo que lo único que tenemos son medias verdades, falsificaciones realizadas por intereses políticos para manipular a la humanidad.

SENTIDO COMÚN

Hay algo que es de sentido común, un engaño no puede durar dos mil años, una mentira no hubiera tenido una fuerza espiritual tan extraordinaria como la tuvo y la sigue teniendo, y no se podrían contar los testimonios de personas que fueron tocadas por el Maestro bendito, como yo mismo, ni de personas que fueron sanadas en alma, cuerpo y espíritu invocando su poderoso nombre. Hasta los poseídos por demonios se retuercen de dolor cuando se invoca el nombre del salvador.

Jesús fue un libertador que trajo una revolución espiritual extraordinaria que molestó mucho a los controladores de la granja humana, porque había demasiada gente que se estaba liberando de su control y su tortura, gracias al poder de Jesús el Cristo. Por eso es tan odiado este personaje por todas las razas estelares regresivas que se alimentan del sufrimiento de la humanidad.

Al principio persiguieron a muerte a los cristianos, pero como eso no les daba resultado porque el santo martirio convertía cada vez a más cristianos, entonces decidieron utilizar su astucia para hacer un engaño monumental y falsificar el personaje, y en eso si le doy la razón al mensaje transmitido por Robert y Gosia.

PERSECUCIÓN

Primero quemaron la Biblioteca de Alejandría para borrar todo rastro del mensaje original de Jesús, pero antes de quemarla tuvieron la precaución de llevarse los libros originales a la biblioteca secreta del Vaticano, cuya simple revelación pública liberaría a toda la humanidad, y por eso la esconden con tanto celo, porque no quieren que la humanidad se libere, porque perderían el negocio.

Según Gerardo Amaro, lector de registros akáshicos, Jesús y sus discípulos escribieron “El Libro del Amor” del que se hicieron muchas copias a mano, porque entonces no había imprenta, pero el Imperio Romano se encargó de destruirlas todas, menos la que guardan en el Vaticano bajo siete llaves, porque lo consideraban un libro muy peligroso por la Verdad que contiene. Pero Amaro está tratando de rescatar esta información de los registros akáshicos.

Como fracasaron en la persecución y el martirio de los cristianos, convirtieron el cristianismo en la religión oficial del Imperio Romano para tener mejor controlados a los cristianos mediante una religión descafeinada y controlada por el césar romano que es el papa, una caricatura de lo que fue realmente Jesús de Nazaret.

MANIPULACIÓN

Frases como “tu eres Pedro y sobre esta piedra edificaré mi Iglesia y las puertas del infierno no prevalecerán contra ella” suenan a chiste para una persona con sabiduría y sentido común, puesto que éste no fue el lenguaje de amor de un poeta y un místico como Jesús de Nazaret.

Además el maestro no quería edificar iglesias sino abolirlas, porque aborrecía a todas las iglesias, religiones e instituciones religiosas, y mucho más a los curas profesionales de la religión, que fueron los mismos que se lo cargaron para que no les estropeara el negocio.

Afirmo con total seguridad que todas las religiones que existen en el mundo son artificiales porque fueron creadas por el hombre, y que la verdadera espiritualidad no tiene nada que ver con ninguna religión, porque se trata de una conexión personal, íntima y directa con la Divinidad donde sobran intermediarios.

Jesús no quiso crear iglesias ni instituciones porque las aborrecía, sino transmitir su mensaje original a toda la humanidad. Tampoco quiso edificar templos artificiales, porque el templo más grandioso que existe es la propia Naturaleza creada por la Fuente Original, y él mismo se retiraba con frecuencia a la naturaleza para hacer sus oraciones y meditaciones.

ESTAFA RELIGIOSA

La Biblia está llena de frases añadidas, manipuladas y retorcidas, puestas en boca de Jesús, a conveniencia del poder religioso del momento como reconoció en su día públicamente Biglino el traductor oficial del Vaticano, y además le pagaban para que manipulara las traducciones pero al final dijo la verdad porque su conciencia se lo exigió.

La mayor estafa religiosa en la historia de la humanidad fue el Concilio de Nicea, ya que eliminaron todos los evangelios que no interesaban al poder político romano, y empezaron a perseguir a todos los que no comulgaban con las ruedas de molino como los gnósticos, y siglos más tarde hicieron otro genocidio con los cátaros y los templarios.

De este modo los perseguidos se convirtieron en perseguidores, los mártires se convirtieron en martirizadores, y una religión de paz y amor pasó a convertirse en una religión criminal que persiguió a los supuestos ‘herejes’ a través de la satánica Inquisición. En realidad los herejes eran los propios perseguidores, puesto que Jesús no persiguió a nadie sino que fue perseguido.

LA LEY DEL UNO

Yo respeto absolutamente la devoción de los cristianos a todos los santos y virgencitas, puesto que yo no soy nadie para decirle a cada uno lo que debe creer o no creer, pero Jesús nunca pidió que lo adoraran a él mismo, ni mucho menos pidió que adoraran a su madre, con la que no se llevaba bien del todo puesto que, como toda las madres, no quería que su hijo se jugara la vida con el oficio de profeta.

El Maestro sólo pidió que adoraran a su Padre Celestial, que es el Padre de todos nosotros, y que no sólo está en los Cielos sino que también en nuestro corazón, porque nosotros no sólo somos sus hijos sino somos parte de Dios manifestado. Este principio tiraría por tierra todas las devociones paganas habidas y por haber, pero cada uno es libre de creer en lo que le dé la gana, si le sirve y le da paz y felicidad a su alma.

El mismo decía, no llaméis a nadie padre sino únicamente al Padre único que está en los Cielos, ni mucho menos aconsejó confesar nuestros pecados a ningún ser humano ‘padrecito’ vestido de fantoche religioso, sino únicamente confesarlos a nuestro Creador como hacen los protestantes. A mi juicio, el protestantismo contiene más verdad que el catolicismo, y siempre he simpatizado con la reforma protestante de Martín Lutero, pero también está manipulado como todo lo que hay en el mundo.

HIPÓTESIS NEGACIONISTA

La teoría universitaria de Jesús como personaje mítico se presenta como si fuera el último grito en lo que a Estudios Semíticos se refiere, pero en realidad es muy antigua y está desfasada actualmente entre los eruditos modernos. Incluso hay profesores que no son creyentes, pero no niegan la existencia histórica de Jesús de Nazaret.

Algunos autores niegan de forma absoluta la validez histórica de las fuentes cristianas, y sostienen que la figura de Jesús es el resultado de una falsificación consciente por parte de los primeros cristianos. Según esta teoría, Jesús no fue un personaje histórico, sino una entidad mítica, producto del sincretismo entre las religiones helenística y judía. Los principales defensores de esta teoría en medios académicos son George Albert Wells, Earl Doherty, Alvar Ellegård, Timothy Freke y Peter Gandy.

Los principales argumentos que apoyan esta postura son que en la literatura cristiana del siglo I apenas hay referencias a la actividad de Jesús. Ninguno de estos textos registra sus enseñanzas, sus milagros ni el proceso que llevó a su ejecución. Earl Doherty llama a esto, de forma irónica, “una conspiración de silencio”.

En segundo lugar afirman que el hecho de que gran parte de los acontecimientos de la vida de Jesús narrados en los evangelios tengan claros paralelos en la Biblia judía, lo que ha llevado a pensar que los relatos evangélicos fueron modelados a semejanza de los del Antiguo Testamento.

¿ES UN MITO JESÚS?

Con la expresión “mito de Jesús” se hace referencia a las teorías según la cuales el Jesús de Nazaret histórico es esencialmente un personaje ficticio. Proponen que el personaje de Jesús surgió como una deidad no humana en el cristianismo más temprano, para luego ser convertido en personaje histórico, probablemente como producto de un sincretismo religioso; o bien que las personas históricas en quienes se inspira el personaje de Jesús tuvieron baja o nula relación con la fundación del cristianismo.

La teoría del mito de Cristo es una teoría marginal a la que apoyan pocos especialistas destacados en crítica bíblica o disciplinas afines. Se aparta de la visión histórica dominante que considera que los evangelios son narraciones elaboradas sobre la base de la figura de un Jesús histórico que fue crucificado en la provincia romana de Judea en el siglo primero.


REFUTACIÓN DE LA TEORÍA

Sin embargo, la mayoría de los estudiosos actuales consideran esta teoría bastante inverosímil. Según el profesor Antonio Piñero, desde la década de 1920 no se considera científico negar la existencia histórica de Jesús debido a la cantidad de pruebas directas o indirectas de su existencia.

Como argumentos que hacen más verosímil la existencia histórica de Jesús, Piñero cita la mención de Jesús en las obras de dos autores no cristianos considerados relativamente fiables como Tácito y Flavio Josefo.

Además está el conjunto de textos cristianos transmitidos acerca de su figura, ya que “aunque los escritos cristianos se manifiesten como obras de seguidores de Jesús, negar la existencia histórica del personaje central de ellas presenta muchas más dificultades que admitirla.”

También están las alusiones en dichos textos a figuras históricas cuya existencia puede comprobarse con documentos no cristianos, así como las reinterpretaciones y remodelaciones de la figura de Jesús realizadas por los autores de las fuentes cristianas, que no habrían sido precisas si el personaje fuera una invención; y finalmente el desarrollo del cristianismo es difícil de explicar sin la figura de Jesús.


Murray J. Harris sugirió además “evidencias institucionales y algunas consideraciones psicológicas” en apoyo del carácter histórico de Jesús; entre estas últimas destacó la improbabilidad psicológica de que un grupo de judíos del siglo I, para quienes la crucifixión era una maldición, inventara una religión cuyo fundador fue crucificado por los romanos, acusado de sedición y alboroto político, y que muriesen por sostener semejante engaño creado por ellos.


 (*) Periodista